Desde 1º de janeiro de 2026, quem ganha até R$ 5.000 por mês não paga mais Imposto de Renda na fonte. A mudança, sancionada em novembro de 2025 pela Lei nº 15.270, é a maior ampliação da faixa de isenção em décadas — cerca de 16 milhões de brasileiros deixaram de pagar o imposto.

Como funciona na prática

A tabela tradicional do IR não mudou. O que existe agora é um redutor aplicado depois do cálculo normal: se o seu salário bruto é de até R$ 5.000, o redutor zera o imposto. Entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, ele diminui gradualmente. Acima disso, nada muda.

RENDIMENTO MENSALO QUE ACONTECE
Até R$ 5.000,00Isento (IR = zero)
R$ 5.000,01 a R$ 7.350,00Redução parcial decrescente
Acima de R$ 7.350,00Tabela integral, sem redutor

Na faixa intermediária, a fórmula do redutor é R$ 978,62 − (0,133145 × salário bruto) — quanto mais perto de R$ 7.350, menor o desconto. A regra também vale para o 13º salário.

Um exemplo real

Quem ganha R$ 4.000 pagava cerca de R$ 115 de IR por mês em 2025. Em 2026, paga zero — uma economia de aproximadamente R$ 1.380 por ano, direto no contracheque. O desconto de INSS continua normalmente.

Quanto sobra do seu salário? Calcule o líquido exato com as tabelas de 2026.
Calcular salário líquido

E a declaração de 2027?

A isenção mensal se reflete no ajuste anual: quem ganhou até R$ 60 mil em 2026 fica isento na declaração de 2027, com redução gradual até R$ 88,2 mil. Quem tem mais de uma fonte de renda precisa somar tudo — cada empregador aplica a isenção separadamente, e a diferença é acertada na declaração.