O holerite (ou contracheque) tem quatro blocos: identificação, proventos, descontos e as bases de cálculo no rodapé. Quem sabe ler cada um confere o próprio pagamento em 2 minutos — e pega erro que se repete todo mês.
Proventos: tudo o que soma
Salário base, horas extras (50% e 100% em linhas separadas), adicional noturno, comissões, DSR sobre variáveis, ajuda de custo. Cada rubrica tem um código interno — o nome pode variar, mas a lógica é a mesma: proventos aumentam o bruto do mês.
Descontos: o que subtrai
Os obrigatórios: INSS (progressivo por faixas — a alíquota efetiva é menor que a da sua faixa) e IRRF (zerado até R$ 5.000 em 2026). Os combinados: vale-transporte (até 6% do salário base), coparticipação de plano de saúde, VR/VA quando há desconto, faltas e atrasos, pensão judicial, consignado.
O rodapé que ninguém lê (e deveria)
As bases de cálculo mostram sobre quais valores cada tributo incidiu: base do INSS, base do IRRF (já com as deduções) e base do FGTS com o valor do depósito de 8%. Atenção: o FGTS não é desconto — é a empresa depositando na sua conta da Caixa. Se ele aparecer subtraindo do líquido, há erro grave.
O que conferir todo mês
- FGTS: a base bate com seu bruto? O depósito aparece no app FGTS da Caixa? Atraso de depósito é problema comum;
- INSS: confira o valor na calculadora de INSS — deve bater centavo a centavo;
- Horas extras: quantidade igual ao ponto, adicional correto e reflexo no DSR presente;
- Vale-transporte: desconto limitado a 6% do salário base — acima disso é irregular;
- Descontos combinados: só valem com sua autorização (ou previsão em convenção).