Carteira assinada não é só o salário no fim do mês: é um pacote de direitos que soma perto de 40% a mais do que o valor nominal — 13º, férias com um terço, FGTS, proteções na demissão. Este é o mapa completo, com os valores vigentes em 2026.
No contracheque
O piso nacional é o salário mínimo de R$ 1.631,00 (categorias podem ter piso maior por convenção coletiva). Sobre o salário incidem o INSS progressivo (7,5% a 14%, desconto máximo de R$ 988,09) e o IR — que em 2026 é zero para quem ganha até R$ 5.000. E todo mês a empresa deposita 8% de FGTS na Caixa, sem descontar nada de você.
Jornada e horas extras
A jornada padrão é de até 44 horas semanais (8 horas/dia). O que passar vale hora + 50% no mínimo — e + 100% em domingos e feriados sem folga compensatória — com limite de 2 horas extras por dia e reflexo no descanso semanal remunerado. Trabalho entre 22h e 5h tem adicional noturno de pelo menos 20%.
Descanso e fim de ano
A cada 12 meses de contrato você ganha 30 dias de férias com adicional de 1/3, podendo vender até 10 dias. O 13º salário chega em duas parcelas: até 30 de novembro e até 20 de dezembro.
Se a empresa demitir
Na dispensa sem justa causa: aviso prévio de 30 dias + 3 por ano de casa (até 90), multa de 40% sobre todo o FGTS depositado, saque integral do fundo, 13º e férias proporcionais — e seguro-desemprego de 3 a 5 parcelas (entre R$ 1.631,00 e R$ 2.539,25 em 2026).
Proteções e licenças
- Licença-maternidade: 120 dias, com estabilidade da confirmação da gravidez até 5 meses após o parto;
- Licença-paternidade: 5 dias corridos (20 nas empresas do programa Empresa Cidadã), com ampliação em debate no Congresso;
- Acidente de trabalho: estabilidade de 12 meses após o retorno do auxílio;
- CIPA: membro eleito tem estabilidade do registro até 1 ano após o mandato;
- Auxílio por incapacidade, aposentadoria e pensão via INSS.