O saque-aniversário é uma troca: você ganha liquidez todo ano (uma fatia do saldo no mês do seu aniversário) e abre mão do saque integral na demissão sem justa causa. A conta fecha para alguns perfis — e é péssima para outros.
Como funciona
Quem adere saca anualmente um percentual do saldo mais uma parcela fixa, conforme a faixa (Lei nº 13.932/2019):
Exemplo: saldo de R$ 10.000 rende um saque anual de R$ 2.650 (20% + R$ 650).
O que você ganha
- Dinheiro todo ano, sem depender de demissão ou das hipóteses legais de saque;
- Acesso à antecipação: bancos adiantam vários saques de uma vez, com juros menores que o crédito pessoal;
- A multa de 40% continua garantida se você for demitido sem justa causa.
O que você abre mão
- O saque integral na demissão — justamente quando o dinheiro faz mais falta, você recebe só a multa;
- Flexibilidade: a volta ao saque-rescisão exige 24 meses de espera após o pedido;
- Rendimento: cada saque anual reduz o saldo que rende no fundo — e antecipar vários anos consome o colchão por juros.
Para quem tende a valer
Faz sentido para quem tem emprego estável, usa o saque anual com propósito (quitar dívida cara, investir melhor que o rendimento do FGTS) ou já tem reserva de emergência fora do fundo. Tende a ser má ideia para quem está em setor instável, não tem reserva nenhuma — o FGTS é o único colchão da demissão — ou vai usar o saque para consumo.